Izlude era uma cidade muito pequena, e também onde ficava a escola de espadachins.
Pegamos o barco, eu e o Himura, e fomos para a ilha de Byalan.
Lá, demos a volta pela costa da ilha e após encontrarmos uma decida de terra com uma escada feita de troncos de madeira descemos até encontrar a entrada para uma caverna.
Lá dentro era muito escuro, porém com alguns pontos iluminados.
Os seres aqui eram variados, começando pelo Kukre, diferente do besouro ladrão, parecia uma baratinha d'água, enfrentei ele.
Ele atacava com mordidas, eu desviava de alguns ataques e o atacava com a minha faca.
Depois tinha o plâncton, esse era, como posso dizer? Gosmento, uma bolinha vermelha com manchas verdes e vários pequenos tentáculos. Ela atacava jogando pequenos espinhos para todos os lados, aqueles espinhos eram doloridos! Para tirá-los depois era horrível. Eu atacava ela e minha faca só afundava, mas naõ cortava, ela tinha um corpo muito maleável, mas depois de muito insistir, consegui fazer um furo nela e ela vazou deixando uma célula.
Agora vinha os inimigos que somente eu e o Himura junto derrotávamos.
Começando pelo Vadon, um crustáceo bípede! Quase do nosso tamanho e com uma casca bem resistente. Ele tinha duas garras redondas que usava para atacar, mas ele atacava apertando com tanta pressão que atacar enquanto ele te segurava era impossível. Mas Himura atacava com toda a força de sua espada, e eu atacava com minha faca, desviava de poucos ataques dele, ele era bem preciso para atacar mas finalmente o derrotamos.
E o nosso próximo inimigo era a Marina, um tipo de água viva que rodopiava a parte debaixo do corpo, ela era quase do nosso tamanho também. Então Himura foi na frente atacá-la, ela era mais forte que o Vadon, e mais difícil de acertar também. Seu corpo era muito maleável, menos que o do plancton, e ela atacava usando a própria cabeça, num efeito "estilingue", ela esticava o corpo para trás e arremessava-se para frente, o impacto jogava o Himura um pouco para trás, e continuamos ali até derrotá-la.
Ficamos aqui na caverna treinando um pouco por um bom tempo, seguimos o caminho distorcido e chegamos a descer mais ainda, para uma segunda área. Aqui encontramos uma maga, ela era poderosa e se ofereceu para se juntar a nós. Nós aceitamos, pois ela estava treinando ali também.

Esta era ela.
Ela usava uma magia que bolas espectrais saiam da palma de sua mão e atingiam o inimigo. Assim nosso treinamento ficou mais fácil, mas ela morreu enquanto matavamos um bando de Vadons.
Mais pra frente, um noviço se ofereceu para se juntar a nós, e nós aceitamos também.

Aí está eu, o Himura e o noviço.
O noviço foi uma grande ajuda, pois ele nos curava quando ficávamos com pouca energia, e também aumentava nossa agilidade e nossa força.
Me lembrei também que enfrentávamos Hidra, ela era uma planta imóvel, mas atacava a longa distância, ela parecia um saco de bom com vários tentáculos saindo de cima, ela usava os tentáculos para nos atacar, ela os enfiava no chão, e pela terra nos atacava.
Os tentáculos quebravam o chão violentamente, e nós perdíamos o passo, mas quando nos aproximávamos, era o fim pra ela.
E continuamos até que o noviço nos deu a idéia:
- Que tal descermos mais um nível da caverna para tentar matar Obeaune?
- Obeaune? - Eu perguntei.
- Sim.
- Obeaune é forte, querem mesmo tentar? - Disse o Himura. Himura era o nosso escudo, ele atacava primeiro, o monstro então atacava somente ele.
- Vamos! - Eu disse todo empolgado, quanto mais forte o inimigo, melhor.
- Tudo bem.
Andamos pela caverna em círculos, até chegarmos ao centro, no centro tinha uma construção em ruínas que mais parecia a entrada de um templo, umas escadas de pedras que descemos.
Logo que chegamos na próxima área, descansamos um pouco e ficamos a espera da Obeaune, qndo ela finalmente veio.
Himura se levantou e já preparou sua espada, ele a atacou e ela começou a atacá-lo. Obeaune era uma sereia, com os seios nus e calda de peixe, seus cabelos vermelhos ficavam somente em pé e os olhos brancos, ela parecia um demônio, toda vez que Himura a acertava ela soltava um grito.
Eu fui atacá-la também, correndo que nem um louco com minha faca empunhada, sempre que Himura sofria um grande dano, o noviço o curava. E lá ficamos até derrotá-la, ao vê-la caída, me lembrei do verdadeiro motivo por treinar.
Isso foi a 10 anos atrás, em Amatsu, a família Nin é uma família ninja tradicional, que só tem um problema, meu avô. Meu avô havia desaparecido no labirinto dos tatames a muito tempo, e ele era um grande ninja. Diziam que ele havia sido morto pelo Samurai Espectral, mas um dia ele voltou. Na verdade, várias pessoas da nossa família gostariam que a história do Samurai fosse real, por que o meu avô era um problema.
Um dia saí a noite para o mercado 24horas comprar umas poções que meu pai havia pedido, e naa hora da volta quem eu encontro? Meu avô, saindo de fininho, eu corri para casa e deixei as poções, peguei minha faca, pois já praticava, e fui atrás dele.
E nada foi um surpresa, ele havia ido ao banho termal espiar as garotas, meu avô era um tarado! Seu nome era Kageyoshi Hentai Nin. Eu o vi espiando as garotas, e disse:
- Vô! Você já suja o nome da família! E não se cansa?
- Hahahahah!!! Você é jovem ainda garoto! Um dia vai me entender!
- Não! Eu não quero te entender, seu velho tarado!
Fui para cima dele e o ataquei com a minha faca, ela apenas desviava, eu fui o seguindo até chegarmos no porto. Lá, eu estoquei minha faca nele, ele desviou, segurou meu braço, apertou o meu pulso me fazendo soltar a faca, chutou a minha barriga me jogando para trás, junto com a faca. Eu logo agarrei a faca, me levantei, corri para cima dele, então uma enorme explosão em chamas o rodeou e ele disse:
- Garoto, você quer que eu pare?
- Quero!
- Então fique forte e me derrote! Se me derrotar, eu vou parar de ser tarado. - Eu fiquei parado, por algum motivo, parecia que ele desopitava sua confiança em mim, e ele terminou. - Agora me dê licença que vou ver as garotas de outras partes do mundo! - E começou a gargalhar bem alto, e pulou para um barco que estava partindo para Alberta.
Então decidi treinar e me tornar um grande ninja para derrotá-lo.
Enquanto lembrava da minha história, uma Obeaune se aproximou, o Himura correu para ataca-la, e eu corri para longe dela, mas não deu muito certo, o noviço estava sonambulo e não conseguiu ajudar o Himura, que morreu rapidinho, eu corri e subi as escadas rapidinho, logo depois veio o noviço:
- Nossa, essa foi por pouco!
- É foi.
- O primeiro a correr foi você né?
- Claro! Esta é uma das minhas artes ninjas! - Disse dando uma risadinha.
- Tá certo.
- Bom, depois dessa vou descansar.
- Aqui mesmo?
- É.
- Tá bom então, até a próxima.
- Até.
Procurei um cantinho onde nenhuma Hidra poderia me perturbar, me deitei e dormi.

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